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Pessimism in the agreement on climate

Brazil
O Globo
14/08/2010
Pessimismo no acordo sobre clima

O clima continua dando sinais de mudança, para pior, em todo o mundo. Não faltam exemplos de fenômenos com dose extra de virulência, como o frio em regiões do Hemisfério Sul, o calor senegalês na Rússia e inundações catastróficas no Paquistão e na China. Cientistas já veem relação de causa e efeito entre os últimos fenômenos. Todavia, o consenso para permitir uma ação global, rápida e decisiva em relação às mudanças climáticas continua caminhando a passos lentos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antecipou não esperar que um novo acordo global sobre o clima seja obtido na próxima conferência das Nações Unidas, em dezembro, em Cancún, México. Ao “New York Times”, o diplomata disse ter escrito cartas aos líderes dos países ricos, exortando-os a liberar os recursos prometidos em 2009, na conferência de Copenhague, às nações mais pobres — US$ 30 bilhões até 2012, US$ 100 bilhões até 2020 — para que elas façam sua parte diante do aquecimento global.

Diante desse quadro, faz todo o sentido a proposta de Ban Kimoon de que se deem “pequenos passos em campos separados”, a fim de facilitar a construção do consenso necessário para se dar passos mais largos.

Reuniões preparatórias para Cancún se encerraram nos últimos dias com os problemas de sempre — divergências sobre os compromissos de cada país, ou conjunto de países, em relação ao corte de emissões poluentes. Uma das dificuldades é que os grandes poluidores — China e EUA — concordam com a ideia de reduzir as emissões, mas não gostam da perspectiva de ficar sujeitos a um acordo global. Antes de Cancún, haverá apenas mais uma rodada de conversações, em outubro, na China.

Se no plano global a China — que no mês passado se tornou a maior consumidora mundial de energia — ainda resiste a um acordo, no interno empreende um enorme esforço para deter a acentuada degradação de seu meio ambiente. Depois de o primeiroministro Wen Jiabao prometer “mão de ferro” para aumentar a eficiência energética, o governo divulgou uma lista de mais de 2 mil indústrias a serem fechadas por não poderem cumprir as normas antipoluição.

Entre outras medidas, a agência de planejamento estatal obrigou 22 províncias a suspender o fornecimento de energia subsidiada grandes consumidores, como a indústria do alumínio. O atual plano quinquenal prevê que o país use este ano 20% menos energia por unidade produzida do que em 2005. Especialistas não estão otimistas sobre o cumprimento da meta.

Para 2020, o objetivo é cortar entre 40% e 45% do uso de energia por unidade produzida sobre 2005. Mas a Agência Internacional de Energia prevê que o total de emissões de dióxido de carbono da China continuará aumentando na próxima década, devido ao crescimento da economia, dos veículos em circulação e do uso de utensílios domésticos.

Investir em despoluição e energia limpa pode reduzir em alguns pontos o crescimento da economia. Mas este é um falso dilema. O custo de não se fazer o necessário hoje deverá ser cobrado das próximas gerações de forma inimaginavelmente cruel.

 

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